Vamos falar de DEPRESSÃO?

E a gente não para de ouvir falar sobre a tal “doença do século”. E cada vez mais nos deparamos com amigos e parentes entrando em colapso e por consequência, crises depressivas. São tantos tabus por trás da depressão. O que é, o que não é, o que pode ser? Será que estou com depressão ou será só uma tristeza que logo vai passar? Até onde os sentimentos de angústia podem ser associados a drama, auto sabotagem ou mesmo, pensamentos negativos e vitimização? Como posso ajudar alguém em que vejo indícios da doença?

Não! Eu não sou a pessoa mais indicada para falar sobre isso. Mas a verdade é que o assunto me incomoda tanto e já me afetou por tantas vezes que decidi estudar e me colocar a disposição para ajudar você que talvez esteja passando por essa barra.

O que é considerado depressão

A depressão no geral, é definida como a perda de interesse pela vida, na maioria das vezes sem um motivo aparente. É um transtorno que pode atingir qualquer idade e que costuma ser fruto de desequilíbrios na bioquímica cerebral, sendo um deles a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar.

Eu me lembro bem quando há uns quatro anos atrás, quase formando na faculdade que amava e com uma oportunidade incrível de estagiar em uma área que nunca pensei que fosse me sair bem, eu me deparei com sentimentos terríveis de frustração e desinteresse por tudo que acontecia em meu dia a dia. Recordo de acordar pela manhã e chorar enquanto tentava fazer uma make, coisa que sempre gostei. Também me lembro de desabar em lágrimas diariamente enquanto percorria o caminho do estágio para a faculdade. Indícios precisos de um colapso que nunca foi notado por ninguém.

Sintomas

Alguns dos sintomas relacionados a depressão são cansaço extremo, fraqueza, irritabilidade, angústia, ansiedade, baixa autoestima, insônia, falta de interesse em atividades que antes davam prazer, pensamentos pessimistas, pensamentos sobre a morte, comportamentos compulsivos, dificuldade de se concentrar, problemas ou disfunções sexuais e até sensação de impotência ou incapacidade de fazer os afazeres do dia a dia.

Fato é que, muitas vezes, a pessoa sente, mas nega a doença. Algumas conseguem escapar depois de muita luta, outras, pela falta de atenção por parte dos amigos e parentes, acabam afundando cada vez mais em suas angústias e muitas cometem até suicídio.

Depressão em números

Eu fiquei chocada ao pesquisar “depressão em números” no google. Hoje, mais de 11 milhões de brasileiros sofrem com esse mal, além de 18 milhões sofrerem com crises de ansiedade. E os números são ainda mais assustadores quando se fala em suicídio. Mais de 500 mil pessoas no mundo se matam por ano, sendo que no Brasil, a cada 45 minutos, uma pessoa tira a própria vida.

Fatores de risco

Os fatores de risco são vários e vão desde o histórico familiar, tratamentos psiquiátricos, estresse crônico, ansiedade, disfunções hormonais, excesso de peso e sedentarismo e dieta desregrada até vícios, traumas físicos ou psicológicos, pancadas na cabeça, problemas cardíacos, separação conjugal e enxaqueca crônica.

Dentre as causas também está o uso excessivo de internet e redes sociais. Fato que me chamou muito a atenção já que por diversas vezes, nos vemos invejando a vida alheia através do filtro da felicidade e da vida perfeita das redes sociais. Quantos relatos temos de pessoas que se tornaram depressivas ao viajar horas por perfis de celebridades e influenciadores durante as madrugadas sem fim?

Existe prevenção?

Claro que sim! Acredito muito que a depressão está associada a dois fatores: Temperamento e mente! Se o seu temperamento for melancólico ou fleumático, a chance de se pegar em meio a pensamentos negativos é bem maior do que para pessoas com outros tipos de temperamentos. Logo é importante tomar bastante cuidado com a mente. Se manter longe de stress, ler, aprender coisas novas, sair da rotina as vezes, e fazer o máximo para levar a vida com mais bom humor e positividade ajudará com certeza. Aliado a isso, atividades físicas e alimentação saudável também influenciam e muito.

Quer ajuda ou quer ajudar alguém?

Se você precisa de ajuda, quero que saiba que pode contar comigo! Entre em contato por aqui ou por minhas redes sociais para conversarmos! Durante o tempo em que estive depressiva, eu não podia me dar ao luxo de fugir da rotina, mas me encontrei no aprendizado de coisas novas. Separava uma hora por dia para ler livros de autoajuda que me ajudassem a ser mais positiva. Venci essa fase, mas após alguns anos me vi em uma situação que poderia ter me levado a uma crise ainda maior. Por isso, te garanto que nosso #SeValorizaMenina pode te ajudar!

Se você leu esse post e percebeu que alguém do seu convívio pode estar passando por uma crise depressiva, sugiro que se prontifique imediatamente a ouvir e ajudar. Não dê opinião em relação as frustrações da pessoa em questão, mas tente a todo momento ser positivo e mostrar preocupação por sua saúde e bem estar, sugerindo principalmente que um médico seja consultado.

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deve ser discutido e levado adiante.